Há algum tempo venho pensando em dar uma pausa no blog.
Primeiro por tê-lo criado como uma auto-ajuda, com o intuito de esclarecer alguns aspectos sobre o Câncer de Mama em mulheres jovens como eu e também para trocar idéias, experiências, aprender e compartilhar com todos que me acompanharam durante essa batalha.
Dois anos se passaram, muitas coisas aconteceram, e hoje estou renovada, com os seios devidamente em seus lugares e sem sinais evidentes da doença.
Sempre gostei de escrever e provavelmente eu crie outro blog, mas agora não mais sobre o câncer, mas sobre o cotidiano, atualidades, não sei ainda, mas assim que criá-lo posto o link para seguirem.
A grande batalha enfim me deu essa trégua!
Muito obrigada a todos(as) que me seguiram, que postaram comentários, que trocaram idéias, aos que aqui conheci e jamais esquecerei, enfim a todos vocês que fizeram com que o blog tivesse vida e me ajudasse a superar momentos tão difíceis de minha vida, obrigada mesmo!
Abraços a todos,
Thaís
Blog que relata minha experiência aos 29 anos ao descobrir um câncer de mama. e-mail: thais.fernanda.andrade.monteiro@gmail.com
segunda-feira, 14 de junho de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
A Segunda Cirurgia!
Fiz minha segunda cirurgia, desta vez apenas reparadora e "recauchutadora" no dia 18 de maio, correu tudo bem, demorou umas 5 horas. Eu como sempre no dia seguinte estava de pé, indo ao banheiro, querendo tomar banho, uma loucura, não sei de onde me aparece tanta disposição nessas horas, mas acreditem, brota coragem, fôlego e disposição!
Hoje 9 dias após operada, estou ótima, com dreno ainda, mas estou bem. Hoje fui liberada para tomar banho de verdade!
Que alívio, já que na primeira cirurgia devido a complicações na cicatrização só pude tomar um banho de verdade após 2 meses.
Meu médico, Dr. Maurício Castello Domingues é um excelente profissional, perfeccionista, retocou tudo, ele é mágico, um verdadeiro artista, já que possui o dom de nos redesenhar.
A confiança na equipe médica é fundamental, e não poderia deixar de citar também o apoio das meninas da enfermagem do A. C. Camargo, todas, Marilene, Celina, Heidi, são ótimas, sempre incentivando cuidando com o maior carinho de nossos curativos e dando dicas do que fazer, de como se cuidar, é uma troca sem fim...
Segunda feira, provavelmente eu retire o dreno e aí tudo ficará mais fácil, confortável.
Semana que vem volto para contar mais.
Um abraço,
Thaís
Hoje 9 dias após operada, estou ótima, com dreno ainda, mas estou bem. Hoje fui liberada para tomar banho de verdade!
Que alívio, já que na primeira cirurgia devido a complicações na cicatrização só pude tomar um banho de verdade após 2 meses.
Meu médico, Dr. Maurício Castello Domingues é um excelente profissional, perfeccionista, retocou tudo, ele é mágico, um verdadeiro artista, já que possui o dom de nos redesenhar.
A confiança na equipe médica é fundamental, e não poderia deixar de citar também o apoio das meninas da enfermagem do A. C. Camargo, todas, Marilene, Celina, Heidi, são ótimas, sempre incentivando cuidando com o maior carinho de nossos curativos e dando dicas do que fazer, de como se cuidar, é uma troca sem fim...
Segunda feira, provavelmente eu retire o dreno e aí tudo ficará mais fácil, confortável.
Semana que vem volto para contar mais.
Um abraço,
Thaís
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Segundo Aniversário!

O tempo voa! É verdade.
Lembro que quando era mais nova vivia falando que queria crescer logo, para dirigir, para fazer isso, ou aquilo e ouvia minhas avós dizendo:
_ Não diga isso menina, depois dos 15 o tempo voa!
Nada como a sabedoria que só o tempo nos traz, elas tinham razão e hoje concordo plenamente com elas.
Depois do câncer então parece que o tempo tem passado mais depressa ainda, não sei se pela ânsia em viver a vida mais intensamente ou se é apenas parte do ciclo natural de nossas vidas.
Ontem fez 2 anos que descobri que estava com câncer, e aí bate aquela nostalgia... nossa quanta coisa eu vivi nesses 2 anos, parece que foram uns 10! São muitas lembranças boas, lembranças de dor, mas na soma, o positivo sempre venceu!
As idas e vindas ao hospital, as pessoas que lá conheci e até hoje mantenho contato, acho que posso me classificar igual a Igreja Católica classifica seu calendário, AC ou DC (Antes de Cristo ou depois de Cristo), mas no meu caso é AC de Antes do Câncer e DC de Depois do Câncer. É uma nova vida, ou ainda que não seja nova, é uma vida com um novo olhar. Lembro das freiras que certa vez me deram aula num curso e diziam: "É preciso ver e enxergar." Hoje mais que nunca entendo o que elas queriam dizer e sei que passei a ver e enxergar muitas coisas que antes se faziam obscuras.
E a vida segue, meus filhos também cresceram, o Freddy já sabe ler, escrever, mexe no computador, navega na internet, anda de bicicleta, nada, faz tantas coisas sozinho que é quase totalmente independente, ele tem 8 anos. Já o Pedro, tem 3 anos e fala tudo, entende tudo, mexe em tudo (rsrsr uma loucura e uma delícia ao mesmo tempo).
Amanhã faço a cirurgia reparadora, onde será retirado o expansor e será colocada a prótese, e mais uma época de hospital dia sim dia não vem por aí, encaro numa boa, afinal adoro o A.C. Camargo, confio de olhos fechados nos meus médicos e sei que tudo que eles fazem é sempre o melhor para mim.
É isso, assim que der volto a escrever para contar como foi a cirurgia, a recuperação, etc.
Beijos,
Thaís
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Lindo Filme!
Reportagem
OMS constata que atual geração pode ter expectativa de vida menor
24/02 - 13:30 - EFE
Genebra, 24 fev (EFE).- A atual geração de crianças "poderia ser a primeira em muitíssimo tempo a ter uma expectativa de vida menos elevada que a de seus pais", advertiu hoje a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan.
Índice de doenças crônicas aumenta em crianças
Na abertura da primeira reunião dos participantes da rede mundial contra as doenças não-transmissíveis, Chan lembrou que essas doenças se concentram cada vez mais em pessoas jovens e inclusive em crianças que podem sofrer de hipertensão e alguns tipos de câncer.
A responsável da OMS acrescenta que nada menos que 43 milhões de crianças em idade pré-escolar sofrem de obesidade ou sobrepeso, uma condição que gera riscos para a saúde ao longo de toda a vida e despesas médicas potencialmente elevadas.
Em seu discurso perante representantes de Governos, centros de pesquisa, entidades filantrópicas e empresas que participam da reunião, a diretora da OMS ressaltou que as doenças não-contagiosas foram consideradas próprias típicas de países ricos, o que não se aplica mais na atualidade.
Ela disse que esses males estão agora "fortemente concentrados" nos países de renda média e baixa e nos grupos mais pobres dentro deles.
Segundo os dados da OMS, seis em cada dez mortes que ocorrem por dia no mundo se devem a doenças não-contagiosas, das quais é possível se prevenir e para algumas das quais existem tratamentos.
Os especialistas asseguram que uma quarta parte das mortes atribuídas a essas doenças poderiam ser evitadas com medidas de prevenção adequadas.
No total, 35 milhões de pessoas morrem por ano por causa dessas doenças, entre elas: problemas de coração, derrames cerebrais, diabetes, câncer, doenças respiratórias crônicas e distúrbios mentais.
Até 80% dessas vítimas se encontra em países em desenvolvimento, onde os quatro grandes fatores de risco (fumo e consumo de álcool, alimentação inadequada e sedentarismo) tendem a aumentar.
O mesmo vale para os fatores biológicos de risco: aumento da pressão arterial, do colesterol, da glicose no sangue e um alto índice de massa corporal (medida calculada em função da estatura e do peso da pessoa).
Essa constatação derruba o mito de que as doenças não-contagiosas afetam principalmente os países ricos. EFE is/sa
Retirado do site Último Segundo
24/02 - 13:30 - EFE
Genebra, 24 fev (EFE).- A atual geração de crianças "poderia ser a primeira em muitíssimo tempo a ter uma expectativa de vida menos elevada que a de seus pais", advertiu hoje a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan.
Índice de doenças crônicas aumenta em crianças
Na abertura da primeira reunião dos participantes da rede mundial contra as doenças não-transmissíveis, Chan lembrou que essas doenças se concentram cada vez mais em pessoas jovens e inclusive em crianças que podem sofrer de hipertensão e alguns tipos de câncer.
A responsável da OMS acrescenta que nada menos que 43 milhões de crianças em idade pré-escolar sofrem de obesidade ou sobrepeso, uma condição que gera riscos para a saúde ao longo de toda a vida e despesas médicas potencialmente elevadas.
Em seu discurso perante representantes de Governos, centros de pesquisa, entidades filantrópicas e empresas que participam da reunião, a diretora da OMS ressaltou que as doenças não-contagiosas foram consideradas próprias típicas de países ricos, o que não se aplica mais na atualidade.
Ela disse que esses males estão agora "fortemente concentrados" nos países de renda média e baixa e nos grupos mais pobres dentro deles.
Segundo os dados da OMS, seis em cada dez mortes que ocorrem por dia no mundo se devem a doenças não-contagiosas, das quais é possível se prevenir e para algumas das quais existem tratamentos.
Os especialistas asseguram que uma quarta parte das mortes atribuídas a essas doenças poderiam ser evitadas com medidas de prevenção adequadas.
No total, 35 milhões de pessoas morrem por ano por causa dessas doenças, entre elas: problemas de coração, derrames cerebrais, diabetes, câncer, doenças respiratórias crônicas e distúrbios mentais.
Até 80% dessas vítimas se encontra em países em desenvolvimento, onde os quatro grandes fatores de risco (fumo e consumo de álcool, alimentação inadequada e sedentarismo) tendem a aumentar.
O mesmo vale para os fatores biológicos de risco: aumento da pressão arterial, do colesterol, da glicose no sangue e um alto índice de massa corporal (medida calculada em função da estatura e do peso da pessoa).
Essa constatação derruba o mito de que as doenças não-contagiosas afetam principalmente os países ricos. EFE is/sa
Retirado do site Último Segundo
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
FELIZ MMX!
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Síndrome da Mama Fantasma
Não, não é para se levar ao pé da letra e achar que há uma mama fantasma que vaga por aí, ou ainda que te assombra ou coisa parecida, não se trata de nada disso.
Esse nome é dado não só para os casos de retirada total da mama como também em pessoas que possuem outros membros amputados e que são, digamos assim, "sensíveis" assim mesmo. É como se ainda possuíssemos o membro retirado.
Depois de alguns meses de operada eu sentia uma coceira insuportável no meu seio retirado e o mais engraçado é que nunca conseguia encontrar o tal lugar que coçava, e ainda coça. Lendo depoimento de outras colegas mastectomizadas, percebi que isso é uma sequela muito comum a quem passa por tudo o que passamos
"Tais sensações ocorrem porque o cérebro detecta estímulos sensoriais por meio de seus neurônios distribuídos por todo o organismo. Estes, por sua vez, provocam atividades elétricas contínuas determinando ao cérebro as partes do corpo. Dessa forma, mesmo perdendo algum membro do corpo, os neurônios continuam a transmitir tais atividades elétricas." Por Gabriela Cabral-Equipe Brasil Escola
Pesquisando um pouco mais o assunto encontrei um artigo publicado na Revista Brasileira de Mastologia bem interessante, segue o link abaixo:
http://www.sbmastologia.com.br/downloads/revista/rbm2002-04_incidencia.pdf
Quem puder, vale a pena ler há outras curiosidades na pesquisa.
Abraço,
Thaís
Esse nome é dado não só para os casos de retirada total da mama como também em pessoas que possuem outros membros amputados e que são, digamos assim, "sensíveis" assim mesmo. É como se ainda possuíssemos o membro retirado.
Depois de alguns meses de operada eu sentia uma coceira insuportável no meu seio retirado e o mais engraçado é que nunca conseguia encontrar o tal lugar que coçava, e ainda coça. Lendo depoimento de outras colegas mastectomizadas, percebi que isso é uma sequela muito comum a quem passa por tudo o que passamos
"Tais sensações ocorrem porque o cérebro detecta estímulos sensoriais por meio de seus neurônios distribuídos por todo o organismo. Estes, por sua vez, provocam atividades elétricas contínuas determinando ao cérebro as partes do corpo. Dessa forma, mesmo perdendo algum membro do corpo, os neurônios continuam a transmitir tais atividades elétricas." Por Gabriela Cabral-Equipe Brasil Escola
Pesquisando um pouco mais o assunto encontrei um artigo publicado na Revista Brasileira de Mastologia bem interessante, segue o link abaixo:
http://www.sbmastologia.com.br/downloads/revista/rbm2002-04_incidencia.pdf
Quem puder, vale a pena ler há outras curiosidades na pesquisa.
Abraço,
Thaís
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